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Domínio
Eucarya
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Unikonta
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Reino
Animalia
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Metazoa
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Eumetazoa
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Bilateria
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Deuterostomata
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Chordata
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Filo
Craniata
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Subfilo
Vertebrata
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Superclasse
Gnathostomata
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Classe
Archosauromorpha
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Subclasse
Aves
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Ordem
Passeriformes
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Família
Corvidae
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Género
Pyrrhocorax
Características
Ave com aproximadamente 40 cm de comprimento. Possui plumagem preta com reflexos metálicos, patas e bico avermelhados. O bico é fino e curvo. Os juvenis têm o bico mais curto, alaranjado ou amarelado.
Ecologia
A gralha-de-bico-vermelho depende de paisagens diversificadas em que o mosaico
agrícola inclua áreas de pastagens extensivas, restolhos, pousios e terrenos aráveis. A espécie encontra-se ainda dependente da existência de falésias
marítimas ou penhascos do interior do país com grutas ou escarpas inacessíveis onde possa construir os seus ninhos. Os locais escolhidos para nidificação podem ser fendas e buracos, situados em furnas marítimas ou escarpas inacessíveis, tanto costeiras como de montanha, ou em algares de maciços calcáreos. Quando não existem formações naturais adequadas, podem ocupar construções humanas (por exemplo: minas abandonadas, velhas habitações). A época de reprodução inicia-se em Março e prolonga-se, aparentemente até Maio. As posturas são constituídas, em média, por 3 a 5 ovos, durando a incubação 17 a 18 dias. A gralha-de-bico-vermelho tem uma dieta relativamente especializada, alimentando-se de insectos e outros invertebrados do solo (escaravelhos, gafanhotos, lagartas e larvas), que complementa com material vegetal, como sementes e grãos, durante o Inverno.
Fenologia
Residente (Res)
Estado de Conservação
Em Perigo (EN)
Distribuição Geral
A população mundial da gralha-de-bico-vermelho estende-se pela Ásia Central e Europa, com algumas populações isoladas em Marrocos, Algéria e Etiópia. A distribuição desta espécie na Europa é muito fragmentada, estando confinada a áreas montanhosas e costeiras ao longo do Norte do Mediterrâneo, com algumas populações isoladas nas Ilhas Britânicas e na Bretanha Francesa. Em Portugal Continental a espécie tem uma distribuição muito fragmentada, ocorrendo provavelmente em apenas cinco núcleos: Costa Sudoeste, Serras de Aire e Candeeiros, Douro Internacional, Alvão e Gerês. No Algarve, o cabo de São Vicente é talvez o melhor local de observação desta espécie, pela facilidade de detecção. Ocorre também em Sagres.
Distribuição Geográfica
Referências
Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.
Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.
Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.
Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.
ICNB. Plano Sectorial da Rede Natura 2000.
Assírio & Alvim (2008)- Atlas das aves nidificantes em Portugal.
Turismo do Algarve (2012). Guia de observação de aves no algarve.
http://www.iucnredlist.org/
http://avesdeportugal.info/