Espécie

Psammodromus hispanicus (Fitzinger, 1826)

Nome Comum

Lagartixa-do-mato-ibérica

  • Psammodromus hispanicus
  • Psammodromus hispanicus

Características

Lagartixa de pequeno tamanho, com cerca de 5 cm de comprimento (cabeça-corpo). Cabeça relativamente curta, de aspecto robusta e afunilada.Corpo de cor acinzentada, esverdeada ou acastanhada, com duas linhas dorsais esbranquiçadas interrompidas por pequenas manchas escuras, formando bandas transversais. Nos flancos apresenta duas linhas longitudinais amareladas ou esverdeadas. Ventre de cor clara, branco ou amarelada, podendo apresentar pequenas manchas escuras, sobretudo na zona da garganta, pescoço e linhas longitudinais mais externas. As escamas laterais do pescoço são lisas e não imbricadas e tem um colar mais ou menos diferenciado. A escamas dorsais são imbricadas, pontiagudas e carenadas. Durante a época de reprodução, os machos apresentam uma coloração amarelada ou verde intensa nos flancos.


Ecologia

Espécie com actividade ao longo de todo o ano, com excepção das zonas mais frias, onde hiberna. Os indivíduos, quando em actividade, apresentam temperaturas corporais entre os 19 e 38ºC. A época de reprodução inicia-se em Março e estende-se até Maio, realizando-se as posturas entre Abril e Junho. As posturas são constituidas por 2 a seis ovos, podendo as femeas efectuar 1 a 2 posturas por ano. A eclosão dá-se apos um mes e meio a dois meses. Esta espécie atinge a maturidade sexual logo no primeiro ano de vida, sendo a sua longevidade máxima de 3 anos. A sua dieta é composta essencialmente por invertebrados como as aranhas, escravelhos, gafanhotos e formigas. Pode libertar a cauda voluntariamente para distrair os seus predadores. Ocorre em áreas secas e abertas, preferencialmente em solos arenosos ou pouco compactos.


Fenologia

Residente (Res)


Estado de Conservação

Quase Ameaçado (NT)


Distribuição Geral

Distribui-se pela Península ibérica até ao Sudeste de França. Em Portugal ocorre principalmente no interior Norte, Centro e Sul em núcleos populacionais isolados.

Distribuição Geográfica

Referências

Almeida, N., Almeida, P., Gonçalves, H., Sequeira, F., Teixeira, J., Almeida, F. (2001). Anfíbios e Répteis de Portugal – Guias Fapas.

Loureiro,A., Almeida,N., Carretero, M., Paulo, O. (2010). Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal.