Espécie

Pinus pinaster (Aiton)

  • Pinus pinaster

Descrição

Árvore resinosa, de 30-40 de altura, com tronco direito ou esguio. Copa piramidal enquanto nova, mais tarde clindrico-cónica, e por fim grande e arejada, com ramificação verticilada. Ritidioma ou casca seca e espesso, de cor castanho-avermelhada, rugosa e profundamente fendida. Espécie monoica (com flores masculinas – espigas, de estames amarelos e femininas – cones ou pinhas). Folhas persistentes, acidulares (agulhas), rígidas, verde escuras, com cerca de 20 cm de comprimento. O Fruto – Pinha – é quase séssil (encerrado) , com cerca de 8-22 cm de comprimento, castanho-avermelhado, ovoide- coníca, com escamas lenhosas, pesistentes, cada qual protege duas sementes (pinhões), as quais podem permanecer fechadas por vários anos. As sementes são pequenas e prolongam-se por uma asa membranácea grande, a qual ajuda à sua dispersão pelo vento.


Habitat

Matagais


Tipo Fisionómico

Megafanerófito


Época Floração

Março-Abril


Estatuto de Protecção

Não tem


Sinonímias

Pinus maritima L.; Aiton subsp. atlantica E. H. del Villar, nom. illeg.


Distribuição Geral

W Região Mediterrânica e zonas Atlânticas do S Europa


Observações

Planta Medicinal. Agulhas e óleo essencial são utilizadas em afecções do aparelho respiratório (gripe, bronquite), afecções orofaríngeas, afecções geniturinárias. Em também em uso externo, principalmente o óleo essencial, no reumatismo e neuralgias; o extracto da casca: na fragilidade capilar. Espécie nativa da parte norte do território português. O seu plantio foi muito fomentado, primeiro no litoral, para alimentar a indústria naval durante os Descobrimentos, depois, durante o século XX, nas Serras do interior para a indústria do mobiliário do papel,e mais tarde do papel.

Distribuição Geográfica