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Domínio
Eucarya
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Archaeplastida
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Reino
Viridiplantae (Plantae)
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Embryophyta
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Filo
Angiospermophyta
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Classe
Liliopsida (Monocotiledonea)
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Subclasse
Commelinidae
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Ordem
Poales
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Família
Poaceae
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Género
Phragmites
Descrição
Planta vivaz, própria de zonas húmidas, rizoma longo e lenhoso, de onde saem os rebentos, e talos aéreos que podem atingir os 4 m de altura. As folhas são de cor verde-acinzentado, muito pilosas, de até 50 x 5 cm, arestas cortantes e distribuição alterna. A panícula surge no final dos talos, pode chegar aos 40 cm, frequentemente violácea, com inúmeras flores.
Ecologia
Ocorre em lugares húmidos e de águas pouco profundas.
Habitat
Ripícola
Tipo Fisionómico
Caméfito
Época Floração
Julho-Outubro
Estatuto de Protecção
Não tem
Sinonímias
Phragmites communis Trin. Phragmites vulgaris Samp.
Distribuição Geral
Cosmopolita
Observações
Esta planta tem sido ao longo dos tempos de uma extraordinária utilidade em todas as regiões onde cresce, ao ser utilizada na construção de camas, valas, tetos, como alimento de animais, na construção ecológica, na compostagem, na obtenção de álcool, papel e materiais isolantes. Os seus talos e raízes facilitam a oxigenação do solo e a fixação de metais e diversos contaminantes, pelo que desempenha um relevante papel como purificadora. Na cozinha, os talos e as raízes eram utilizados antigamente como comi-da, em épocas de escassez de alimentos. Depois de cortados e secos, eram tostados e moídos até se obter farinha, muito rica em açúcar. As suas propriedades edulcorantes eram aproveitadas pelos índios da América do Norte, que dobravam os talos obrigando-os a exsudar o látex rico em açúcar, que depois utilizavam na sua alimentação.