Espécie

Passer hispaniolensis (Temminck, 1820)

Nome Comum

Pardal-espanhol

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Características

Ave com 15 cm de comprimento.é parecida com o pardal-de-telhado. Os machos adultos são vistosos na Primavera. com a coroa toda castanha, lista superciliar e faces muito brancas. Têm um babete e peito pretos e grossa estrias pretas sobre os flancos, ventre e dorso ( estas marcas estão dissimuladas no Outono e no Inverno). A fêmea é muito semelhante à do pardal-de-telhado, mas com um malhado claro no peito e nos flancos.


Ecologia

O pardal-espanhol é uma espécie antrófila que usa os habitats disponibilizados pelas
zonas humanizadas, como sejam os jardins e praças urbanas. Ocorre também, apesar
de em números bastante reduzidos, em áreas agrícolas, principalmente onde estas se misturam com campos abandonados com vegetação rasteira. As colónias desta espécie estabelecem-se a partir da 2ª quinzena de Março e estão activas até Junho. As posturas são geralmente compostas por 5 ovos, em média. Consome sobretudo larvas de lepidópteros no início da época de reprodução, aumentando posteriormente o consumo de ortópteros.


Fenologia

MigRep/Res


Estado de Conservação

Pouco Preocupante (LC)


Distribuição Geral

Tem uma distribuição circum-mediterranica, embora ocupe também amplas zonas do Centro e Sudoeste da Ásia, e chega até à China e ao Noroeste da Índia. Em princípios do século XIX colonizou as ilhas Canárias, Madeira e Cabo Verde e nas últimas décadas do século XX expandiu-se para a região balcânica. No Continente, apresenta uma população numerosa e com distribuição alargada. No Algarve, no Inverno, o pardal-espanhol também ocorre em certas zonas húmidas junto à costa, por exemplo na reserva de Castro Marim, Baixo Guadiana e na Ria de Alvor. Na migração outonal já foi registado junto ao Cabo de São Vicente.

Distribuição Geográfica

Referências

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.

Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.

Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.

http://www.iucnredlist.org/

http://avesdeportugal.info/