Espécie

Otus scops (Linnaeus, 1758)

Nome Comum

Mocho-d'orelhas, Margarida, Mochela

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Características

É o mais pequeno dos nossos mochos, com cerca de 20 cm de comprimento A coloração geral varia entre o cinzento e o arruivado e tem marcadas estrias ventrais. As suas “orelhas” são bem visíveis, muito malhadas na parte superior e inferior e o disco facial é proeminente.


Ecologia

O habitat de Otus scops em Portugal é variado e é constituído por bosques e bosquetes pouco densos, desde manchas de carvalho-negral Quercus pyrenaica, a soutos (Castanea sativa) e matas ripícolas, em regra na proximidade de áreas abertas, e ainda parques e jardins urbanos ou quintas. No nordeste algarvio é observado em plantações horto-frutícolas, montados de sobro e
azinho pouco densos e vegetação ripícola desenvolvida. A biologia reprodutora deste mocho é desconhecida em Portugal, contudo, noutros países da Europa indicam que cria 1 ninhada por ano, com 4 a 5 ovos. Os ninhos são instalados em cavidades de árvores, em ninhos de outras aves ou em cavidades de edifícios ou muros. A incubação dura entre 24 a 25 dias. Este pequeno mocho é estival e pode ser observado sobretudo de Março a Setembro. Alimenta-se sobretudo de insectos e outros invertebrados.


Fenologia

Migrador Reprodutor (MigRep)


Estado de Conservação

Informação Insuficiente (DD)


Distribuição Geral

A sua distribuição enquanto nidificante estende-se de modo contínuo por grande parte do Paleárctico, desde a Península Ibérica e Marrocos até ao Irão, norte do Paquistão e Índia e Noroeste da China, por sul, e Ásia Central até ao Lago Baical, por norte. Latitudinalmente, vai da França, Suíça, Áustria, Hungria, República Checa, Ucrânia e metade sul da Rússia europeia, até ao noroeste africano, todas as ilhas do Mediterrâneo, Próximo Oriente, e sul do Paquistão e noroeste da Índia. As populações mais meridionais da sua área de distribuição são completamente migradoras, invernando desde o Mediterrâneo até ao Equador. As do sul são parcialmente migradoras ou mesmo residentes, embora neste caso os efectivos sejam notoriamente mais reduzidos no Inverno, como na Península Ibérica, conhecendo-se populações invernantes em Espanha, Sul de Itália e Grécia e nas ilhas mediterrânicas das Baleares, Córsega e Sicília. Em Portugal, a espécie surge praticamente em todo o território nacional, tendo uma distribuição mais contínua nas Beiras interiores, Trás-os-Montes e Minho.A espécie é claramente mais abundante na metade norte do país, apesar de também nidificar no Sul, sendo comum e por vezes mesmo abundante nas regiões da Beira
interior e em Trás-os-Montes. No Algarve pode ser observado na ria de Alvor, serra de Monchique, serra do Caldeirão ou no cabo de São Vicente.

Distribuição Geográfica

Referências

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.

Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.

Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.

Assírio & Alvim (2008)- Atlas das aves nidificantes em Portugal.

Turismo do Algarve (2012). Guia de observação de aves no algarve.

http://www.iucnredlist.org/

http://avesdeportugal.info/