Espécie

Neophron percnopterus (Linnaeus, 1758)

Nome Comum

Britango, Abutre-do-egipto, Almocreve-dos-cucos, Brita-ossos, Corvinho-branco

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Características

É uma rapina de tamanho médio, o mais pequeno dos abutres europeus com 60-65 cm de comprimento e 150-170 cm de envergadura. Tem a plumagem branca, asas pretas, a cabeça nua e amarela e um bico comprido e fino. Tem uma cauda longa e cuneiforme. Os imaturos são totalmente castanhos, com uma face nua, cor-de-rosa-clara.


Ecologia

Espécie solitária e monogâmica, encontra-se no nosso país entre Fevereiro e Setembro, podendo ser observado em Sagres em migração pós-nupcial até Novembro. Os ninhos dos britangos são instalados em saliências ou cavidades rochosas abrigadas. Em Portugal, as posturas ocorrem, normalmente, no mês de Abril e são compostas por 2 ovos. O período de incubação dura 42 dias. Ao contrário de grande parte dos abutres, esta espécie, para além de se alimentar de carne em putrefacção, também consome detritos orgânicos. A dieta é determinada pela disponibilidade alimentar, carcaças de animais, répteis, anfíbios, e insectos. O habitat é geralmente constituído por terrenos abertos ou semi-abertos, normalmente
na proximidade de zonas rochosas alcantiladas, quer em vales fluviais quer em zonas serranas. Prefere escarpas para nidificar, geralmente em zonas acidentadas, não sendo conhecidos em Portugal ninhos em árvores. Faz o ninho em saliências abrigadas ou em cavidades em penhascos. O mesmo ninho pode ser reutilizado em anos sucessivos. Procura alimento em qualquer tipo de terreno, mas principalmente em terras com uso agro-pecuário extensivo, áreas não cultivados, matagais e vales alcantilados Segue os movimentos de manadas de gado, procura vazadouros de explorações agrícolas e explora de forma oportunista outros recursos alimentares, nomeadamente captura vítimas de queimadas e frequenta aterros sanitários.


Fenologia

Migrador Reprodutor (MigRep)


Estado de Conservação

Em Perigo (EN)


Distribuição Geral

Na Eurásia a população reprodutora da espécie distribui-se na área
circum-mediterrânea, Médio Oriente, centro da Ásia e Índia. A maioria das populações são migratórias movendo-se para sul no Inverno, principalmente para a zona do Sahel em África, mas as aves do Sul de Espanha, Palma de Maiorca e das Ilhas Canárias são residentes. Em Portugal era outrora comum e bem distribuído por todo o país, frequentando inclusivamente escarpas em regiões costeiras. Sofreu uma regressão acentuada durante o século XIX, encontrando-se actualmente apenas na franja fronteiriça do Centro e Nordeste,
tendo-se extinguido recentemente na bacia do Guadiana. Durante a passagem migratória outonal, a espécie aparece com regularidade no Algarve, em especial na zona do Cabo de São Vicente.

Distribuição Geográfica

Referências

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.

Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.

Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.

Turismo do Algarve (2012). Guia de observação de aves no algarve.

ICN, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000.

http://www.iucnredlist.org/

http://avesdeportugal.info/