Espécie

Mauremys leprosa (Scheweigger, 1812)

Nome Comum

Cágado-mediterrânico, Cágado-comum

  • Mauremys leprosa

Características

Espécie com corpo e carapaça de cor cinzenta, verde ou castanha com manchas claras e difusas. Possui um conjunto de linhas alaranjadas no pescoço e patas anteriores, mais evidenciadas nos juvenis. Na cabeça detém uma mancha arredondada alaranjada ou amarelada, que perderá a vivacidade com a idade.A carapaça é oval e comprimida dorso-ventralmente, enquanto que o plastrão, ou face ventral apresenta uma coloração esverdeada ou amarelada com manchas pretas dispostas simetricamente, em relação à linha central. Possui dedos diferenciados, unhas fortes e membranas interdigitais. Os tamanhos máximos dos machos e fêmeas, são respectivamente 18,9 cm e 21,2 cm.


Ecologia

Espécie de hábitos diurnos, podendo estiar nos meses mais quentes, enterrando-se no fundo de massas de água e hibernar nos meses mais frios do inverno. Habita cursos de água com corrente fraca ou em massas de água dulciaquícolas ou de baixa salinidade como albufeiras, represas, pauis, lagoas e charcos. Gostam de locais com elevada cobertura de vegetação aquática e insolação das margens. A época de reprodução inicia-se no final da Primavera e por vezes no Outono, sendo que a postura ocorre habitualmente em Junho e Julho. As cópulas dão, na maioria das vezes, na água, escavando posteriormente a fêmea, já em terra, um buraco com cerca de 15 cm para depositar entre 1 a 10 ovos. Os machos atingem a maturidade sexual aos 4 anos e as fêmeas entre os 6 e os 7. Podem viver até aos 35 anos de idade. A alimentação do cágado-comum é composta, maioritariamente, por vegetais e invertebrados, podendo contudo incluir peixes e anfíbios.


Fenologia

Residente (Res)


Estado de Conservação

Pouco Preocupante (LC)


Distribuição Geral

Distribui-se pelo Sudoeste da Europa (Portugal, Espanha e Sudoeste de França) e Noroeste de África. Em Portugal é autóctone, distribuindo-se continuamente a sul do rio Tejo. Salientam-se, pela sua importância, as bacias do Guadiana e as sub-bacias do Tejo e Douro.

Distribuição Geográfica

Referências

Almeida, N., Almeida, P., Gonçalves, H., Sequeira, F., Teixeira, J., Almeida, F. (2001). Anfíbios e Répteis de Portugal – Guias Fapas.

Loureiro,A., Almeida,N., Carretero, M., Paulo, O. (2010). Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal.