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Domínio
Eucarya
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Archaeplastida
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Reino
Viridiplantae (Plantae)
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Embryophyta
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Filo
Angiospermophyta
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Classe
Liliopsida (Monocotiledonea)
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Subclasse
Commelinidae
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Ordem
Poales
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Família
Juncaceae
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Género
Juncus
Descrição
Planta herbácea vivaz, de 80 a 100 cm, rizomatosa e densamente cespitosa com rizoma horizontal. Os caules aparecem rodeados na parte inferior por 2 a 5 bainhas pardas e brilhantes. As folhas são muito delgadas, com limbo quase cilíndrico e maciço, terminando em ponta rígida e aguçada. A inflorescência possui várias flores, em antela, grande, quase paniculada. As flores são verde-amareladas, com perianto constituido por 6 tépalas e androceu com 3 a 6 estames. O fruto é uma cápsula elipsóide, com numerosas sementes.
Ecologia
Frequente em zonas sob influência marítima. Muito frequente no sapal.
Habitat
Sapais/Salinas
Tipo Fisionómico
Hemicriptófito
Época Floração
Junho-Setembro
Estatuto de Protecção
Não tem
Sinonímias
Não tem
Distribuição Geral
Região Mediterrânica, litoral Europeu, Macaronésia, W Ásia e Cáucaso; naturalizado América N.
Em Portugal ocorre em quase todas as zonas costeiras.
Observações
Tal como o nome-comum indica, durante muito esta planta foi utilizada para produzir esteiras, as quais eram utilizadas na cobertura de habitações mais modestas, bem como nos barracões onde o gado pernoitava, protegendo-o do frio e da chuva durante o Inverno. Era igualmente utilizado pelas populações ribeirinhas para fazer as camas do gado e cobrir os montes de sal. Depois de degradado na cama do gado era então utilizado como fertilizante nos terrenos agrícolas. Na medicina tradicional é utilizado nas doenças de garganta, especialmente na laringe.