Espécie

Juglans regia (L.)

  • Juglans regia
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Descrição

Árvore até 25 m de altura, caducifólia. Copa ampla, muito ramificada e folhagem densa. Casca (ritidioma) liso e castanaho-esverdeado em jovem, tornando-se acizentado e com fendas verticais em adulta. Folhas alternas, imparapinuladaas, com 3-9 folíolos, elíptico-ovados a lanceolados, acumindados, com 6-15 cm cada, glabros, inteiros ou subsinusados, sendo o folíolo terminal maior; verde em ambas as faces. Flores masculinas reunidas em em grupos (rácimos) de 1-5 sobre os ápices dos ramos do mesmo ano. O fruto é uma trima com 4-5 cm de pele verde, que se desfaz exteriormente libertando a noz, a qual contem o endocarpo e a semente.


Ecologia

Prefere terrenos húmidos e profundos, desenvolvendo-se melhor nos calcários, mas suportando também os siliciosos. Suporta grandes variações de temperatura até (20ºC), sendo no entanto sensível as geadas tardias.


Habitat

Terrenos cultivados


Tipo Fisionómico

Mesofanerófito


Época Floração

Abril-Maio


Estatuto de Protecção

Não tem


Sinonímias

Não tem


Distribuição Geral

Oriunda da Grécia e Península Balcânica; naturalizada a S e W Europa e N Portugal. Em Portugal é cultivada sobretudo no Norte e Centro, tendo sido plantados novos pomares em áreas com potencialidades para a cultura nas regiões do Centro litoral, Alentejo e Algarve.


Observações

Espécie frutífera introduzida. Cultivada pelos seus frutos, característicos por uma noz, comestível, a qual apresenta elevado valor nutritivo, sendo particularmente rica em ácidos gordos (ómega 3). É utilizada simples, ou em bolos, gelados e várias sobremesas. A sua madeira é considerada nobre, sendo aproveitada para o fabrico de mobiliário de qualidade. Planta Medicinal; possui acção Anti-helmintica, Antiparasitária, Antiséptica, Diurética, Fungicida, Hipoglicemiante, Venotónica, Vermífuga, entre outras. As nozes são um remédio tradicional paraa asma, cólicas, conjuntivite, constipações, disenteria, eczemas, impotência, inflamações, intestinos, intoxicações, rins, pulmões, reumatismo, sífilis e vermes intestinais. Em Portugal é cultivada sobretudo no Norte e Centro, tendo sido plantados novos pomares em áreas com potencialidades para a cultura nas regiões do Centro litoral, Alentejo e Algarve. A Franguette, Hartley e Serr são algumas das empresas cultivares introduzidas no País desde 1974 e que agora se encontram em difusão. Possui uma grande longevidade, podendo viver até aos 300 anos.

Distribuição Geográfica