Espécie

Falco naumanni (Fleischer, 1818)

Nome Comum

Francelho, Peneireiro-das-torres, Peneireiro-de-dorso-liso

Sem imagem

Características

Falcão com cerca de 30 cm de comprimento e 63-72 cm de envergadura. É mais pequeno e mais pálido que o peneireiro. A face inferior das asas é mais clara e as rectrizes centrais são salientes. Quando está pousado , as pontas das asas alcançam a barra da cauda. Tem as unhas brancas. Os machos têm a cabeça azulada, o dorso castanho sem marcas e uma banda azulada nas coberturas supra-alares. As fêmeas e os juvenis são mais “limpos” de marcas.


Ecologia

O francelho ocorre em zonas abertas. É extremamente dependente das áreas agrícolas de carácter extensivo para as actividades de caça. Entre os principais habitats de caça identificados destacam-se os pousios ou pastagens e, durante a época de ceifa, os restolhos. Procura alimento em áreas de cultura não intensivas de sequeiro, com vegetação baixa e manchas de solo nu em que possa localizar com facilidade as presas, evitando os meios florestais fechados, zonas húmidas e áreas agrícolas com culturas de maior porte.
Utiliza predominantemente construções humanas (abandonadas) para nidificar, e, em menor percentagem, áreas rochosas. Em Portugal, a nidificação ocorre geralmente em cavidades ou debaixo de telha, entre os meses de Abril e Junho. A incubação dura cerca de 28 ou 29 dias e a postura é composta em média por 4 ovos. Em Portugal esta espécie alimenta-se quase exclusivamente de insectos.


Fenologia

Migrador Reprodutor (MigRep)


Estado de Conservação

Vulnerável (VU)


Distribuição Geral

Tem uma distribuição vasta no Paleárctico, ocorrendo na Península Ibérica e norte de
África, Itália, Balcãs, Turquia, Ucrânia, Geórgia, Azerbeijão e Próximo Oriente. A sua distribuição enquanto nidificante inclui ainda as regiões que se estendem deste o sudeste do Mar Cáspio e norte do Mar de Aral até às estepes do leste do Cazaquistão e umas bolsas isoladas no Lago Baical e Nordeste da China. Inverna a sul da península arábica e, em África, a sul do Sara, até ao extremo mais meridional da Província do Cabo. Existem zonas onde a espécie permanece todo o ano, como algumas áreas de Espanha, Norte de África e algumas re-
giões do próximo e médio oriente.
Em Portugal, a partir de finais da década de 80, a espécie sofreu uma fortíssima regres-
são na sua extensão de ocorrência e área de ocupação. A espécie está hoje restrita a pouco mais de 20 quadrículas (10×10 km),
essencialmente localizadas a sul do Tejo, em particular no Baixo Alentejo, sendo irregulares os casos de nidificação na zona do Tejo internacional. No Algarve é raro, contudo já tem sido observado durante os períodos de passagem migratória, esporadicamente, na zona do cabo de São Vicente.

Distribuição Geográfica

Referências

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.

Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.

Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.

ICN, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000.

Assírio & Alvim (2008)- Atlas das aves nidificantes em Portugal.

Turismo do Algarve (2012). Guia de observação de aves no algarve.

http://www.iucnredlist.org/

http://avesdeportugal.info/