Espécie

Tetrax tetrax (Linnaeus, 1758)

Nome Comum

Sisão, Abetarda-anã, Batardinha, Calcaravão

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Características

Espécie com 40 a 45 cm de comprimento. Ambos os sexos são castanhos na parte superior e diversamente malhados e listrados de preto e branco na parte inferior. Na época de nidificação, os machos apresentam um padrão característico no pescoço, de preto e branco. Em voo têm a silhueta de um pato e e maioria das rémiges são brancas.


Ecologia

O sisão frequenta regiões estepárias, planícies ligeiramente onduladas com vegetação rasteira pouco densa. Tal como a abetarda tende a ocupar extensas áreas de mosaicos formadas pela prática da
cereacultura extensiva, pousios e pastagens (pseudo-estepes), seleccionando áreas com vegetação rasteira, não excedendo os 20 cm. Na época de nidificação os machos adultos optam preferencialmente pelos pousios para formar os seus territórios, e em locais com uma maior disponibilidade de insectos.
No inverno os bandos tendem a ocorrer no topo das elevações e são sensíveis à perturbação humana evitando a proximidade de estradas e casas habitadas. Os adultos alimentam-se sobretudo de matéria vegetal verde, nomeadamente de rebentos, folhas, flores. Em zonas agrícolas mostram preferência por leguminosas e crucíferas. Em Março/Maio os machos iniciam os comportamentos de defesa do território. Os ninhos geralmente são compostos por 3-5 ovos e a incubação dura cerca de 21 dias.


Fenologia

Residente (Res)


Estado de Conservação

Vulnerável (VU)


Distribuição Geral

O sisão é uma espécie de distribuição Paleárctica, que ocupa, de forma descontínua, a faixa compreendida entre os paralelos 35º N e 50º N. Apresenta dois núcleos principais: um ocidental, abrangendo a Península Ibérica, França e extremo sudeste de Itália (na Sardenha), e outro oriental, no sudeste da Rússia Europeia e o Kasaquistão. Em Portugal distribui-se desde Trás-os-Montes até ao Algarve, sendo mais localizada a norte do Tejo e, por isso, menos abundante. No Algarve é raro, aparecendo apenas com alguma regularidade na reserva de Castro Marim e no cabo de São Vicente.

Distribuição Geográfica

Referências

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.

Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.

Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.

ICN, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000.

Assírio & Alvim (2008)- Atlas das aves nidificantes em Portugal.

Turismo do Algarve (2012). Guia de observação de aves no algarve.

http://www.iucnredlist.org/

http://avesdeportugal.info/