Espécie

Limosa lapponica (Linnaeus, 1758)

Nome Comum

Fuselo, Galego, Parda

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Características

O fuselo tem cerca de 38 cm de comprimento. No Inverno é acastanhado e tem o dorso bastante estriado. No Verão os machos são arruivados, também no ventre, e as fêmeas são creme ou cor-de-canela. Os juvenis têm o peito creme e penas dorsais de orlas claras irregulares. Em voo, apresenta-se uniformemente acinzentado com um “V” branco que se estende para cima a partir do uropígio. Não tem barra alar e a cauda é branca e finamente barrada.


Ecologia

Frequenta habitats mais marinhos que o maçarico-de-bico-direito, ocupando também estuários, lagoas costeiras e salinas. No Inverno, esta espécie alimenta-se de invertebrados característicos dos sedimentos estuarinos.O fuselo é um migrador de passagem e invernante, sendo o melhor período para observação entre os meses de Outubro e Fevereiro.


Fenologia

Visitante (Vis)


Estado de Conservação

Pouco Preocupante (LC)


Distribuição Geral

No Paleárctico a distribuição do fuselo como nidificante restringe-se ás zonas de tundra costeira do Norte da Noruega, Finlândia e Rússia. Inverna ao longo da costa da Europa Ocidental, nomeadamente na Alemanha, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Holanda, Islândia, Itália, Portugal, Reino Unido, República da Irlanda e Rússia, bem como nas zonas húmidas costeiras da África Ocidental. Pode também ocorrer na Albânia, Chipre, Egipto, Israel, Ilhas Féroe, Jordânia, Líbia, Madeira, Malta, República Checa, Roménia e Turquia. Em Portugal é observada ao longo da costa, essencialmente em estuários, albergando a Ria de Faro a maioria da população nacional. No Algarve, sem dúvida que a ria Formosa é o melhor local de observação do fuselo, que
pode ser observado com facilidade nas zonas lodosas e de sapal como nas proximidades de Quatro Olhos, de Cacela-a-Velha e nas salinas do aeroporto de Faro. Ainda como locais interessantes para a observação da espécie encontram-se a reserva de Castro Marim e a ria de Alvor; ocasionalmente esta limícola aparece na lagoa dos Salgados ou junto à Quinta do Lago, na costa ocidental podem também ser visto na Carrapateira e na Ribeira de Aljezur, durante a passagem migratória.

Distribuição Geográfica

Referências

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.

Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.

Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.

ICN, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000.

Turismo do Algarve (2012). Guia de observação de aves no algarve.

http://www.iucnredlist.org/

http://avesdeportugal.info/