Espécie

Chlidonias hybridus (Pallas, 1811)

Nome Comum

Gaivina-dos-pauis, Gaivina-de-faces-brancas

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Características

Gaivina com cerca de 25 cm de comprimento. Possui faces brancas na plumagem nupcial e barrete preto característico. A parte superior é cinzenta e a parte inferior é cinzenta mais escura. O bico e as patas são vermelhos no Verão, sendo mais escuros no Inverno. No Inverno, os adultos são semelhantes à gaivina-preta e à gaivina-d’asa-branca. Os adultos têm a cauda cinzenta, forcada, e são mais pálidos do que a gaivina-preta no Inverno, com pouco preto na cabeça, sem barra carpal nem manchas nos lados do peito. Os juvenis têm o manto e as escapulares acastanhados, que se tornam mais claros rapidamente, uma vez que muda antes de migrar.


Ecologia

Frequenta normalmente zonas com abundante vegetação aquática flutuante. Inclui estuários,
salinas, arrozais, pauis e açudes. Nidifica quer em massas de água naturais ou artificiais, seleccionando locais com água moderadamente profunda (0.6-1.5cm). Em condições naturais as colónias de gaivina-dos-pauis, preferem vegetação flutuante em águas paradas ou com pouca corrente, de preferência límpida, lagos, estuários e por vezes pântanos. O ninho é instalado sobre a vegetação flutuante. As primeiras posturas têm inicio em Abril e podem prolongar-se até Junho. Cada postura parece ser constituída por 3 ovos, durando a incubação entre 18 a 21 dias. Alimenta-se de insectos terrestres e aquáticos, aranhas, girinos, rãs, pequenos caranguejos, lagostins de água doce e pequenos peixes. O alimento é obtido voando sobre a superfície da água, podendo mergulhar ou não.


Fenologia

Migrador Reprodutor (MigRep)


Estado de Conservação

Criticamente em Perigo (CR)


Distribuição Geral

A sua área de distribuição estende-se pela Albânia, Alemanha, Bielorússia, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Lituânia, Polónia, Portugal, Roménia, Rússia, Turquia e Ucrânia. Inverna sobretudo no Sul do Saara na Europa Ocidental, mas também na região mediterrânea. A sua distribuição em Portugal Continental, situa-se na zona centro sul do país, onde frequenta pequenos pauis ou lagoas. Existem poucas confirmações da sua nidificação, sendo normalmente inconstante. O Paul do Boquilobo constitui a principal zona húmida nacional para esta espécie. No Algarve existem observações na ria Formosa e na Lagoa dos Salgados, durante as migrações, mas a espécie é globalmente rara na região.

Distribuição Geográfica

Referências

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.

Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.

Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.

ICN, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000.

Assírio & Alvim (2008)- Atlas das aves nidificantes em Portugal.

Turismo do Algarve (2012). Guia de observação de aves no algarve.

http://www.iucnredlist.org/

http://avesdeportugal.info/