Espécie

Charadrius alexandrinus (Linnaeus, 1758)

Nome Comum

Borrelho-de-coleira-interrompida, Areeiro, Corricão, Curo-curo, Pássaro-das-areias

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Características

Ave com 15 a 17 cm de comprimento. Apresenta as patas escuras e uma coleira interrompida, que a diferencia do borrelho-pequeno-de-coleira e do borrelho-grande-de-coleira. A parte superior é acastanhada e a inferior esbranquiçada. Quando em voo denota-se a barra alar branca. Os machos na época de reprodução apresentam a coroa cor-de-canela, uma barra preta na fronte e uma marcada lista ocular branca. Os juvenis têm orlas pálidas nas penas do dorso e das asas.


Ecologia

No Inverno, esta espécie procura normalmente praias, salinas ou pequenas ilhas de areia. Gosta de superfícies macias de areia e zonas lodosas, tolera praias com cascalho e evita terrenos rochosos e
costas expostas ao vento.Embora essencialmente costeiro em grande parte da área de nidificação, encontrando-se em zonas arenosas e em lagoas costeiras, ocorre também em zonas interiores muito diferenciadas de região para região, desde zonas húmidas artificiais, a salinas, estuários e arrozais.Em zonas interiores, alimenta-se essencialmente de insectos e também moluscos, crustáceos e aranhas. Em zonas litorais, alimenta-se sobretudo de crustáceos, poliquetas, vermes e moluscos. As primeiras posturas surgem em Março ou Abril, e são compostas, normalmente, por 3 ovos, que são incubados entre 24 a 27 dias.


Fenologia

Rep/Vis


Estado de Conservação

Pouco Preocupante (LC)


Distribuição Geral

Na Europa ocorre na Escandinávia, nas ilhas Britânicas, nas ilhas Atlânticas e na Europa
Central e Oriental. Na Ásia ocorre no Sudoeste Asiático, na Síria, na Arábia Saudita e na China. Ocorre ainda em África, na Mauritânia, em Cabo Verde e na Etiópia, e junto à costa na América do Norte e na América do Sul. A sua distribuição a nível nacional, abrange toda a faixa costeira do Continente desde o Minho ao Algarve,
ocorrendo ainda, embora em número muito reduzido, em alguns açudes e barragens do interior do país, sobretudo no Alentejo. No Algarve a espécie pode ser facilmente observada na ria de Alvor, no Ludo e na reserva de Castro Marim. Também ocorre na ria Formosa.

Distribuição Geográfica

Referências

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.

Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.

Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.

ICN, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000.

Assírio & Alvim (2008)- Atlas das aves nidificantes em Portugal.

Turismo do Algarve (2012). Guia de observação de aves no algarve.

http://www.iucnredlist.org/

http://avesdeportugal.info/