Espécie

Rhinolophus mehelyi (Matschie, 1901)

Nome Comum

Morcego-de-ferradura-mourisco

Sem imagem

Características

De tamanho médio, a oscilar os 33 a 34 cm de envergadura, o morcego-ferradura-mourisco, apresenta uma pelagem espessa, com a base do pêlo cinzento-clara, a zona dorsal castanho-acinzentada e a ventral quase branca. À volta dos olhos, apresenta uma tonalidade mais escura em forma de círculo. A ferradura e os lábios claros são cor de carne e as orelhas e as membranas alares cinzento-acastanhadas. A folha nasal é composta por um processo conectivo superior relativamente rombo de perfil, um pouco mais comprido que o processo conectivo inferior, que é largo e arredondado quando visto de frente. A lanceta estreita-se na parte superior e termina num vértice fino. Tem as asas largas, sendo a 2ª falange do 4º dedo pelo menos duas vezes mais comprida que a 1ª falange.


Ecologia

Esta espécie entra em actividade ao pôr-do-sol. Os nascimentos ocorrem em Junho, dando as fêmeas origem a uma cria por ano. Forma colónias com dezenas-centenas de indivíduos, tanto de Verão como de Inverno, misturando-se no Verão com outras espécies de morcegos. Espécie relativamente sedentária, permanecendo frequentemente no mesmo abrigo durante
todo o ano. A deslocação máxima registada no nosso país foi de 90 Km. Parece caçar preferencialmente em áreas de matos mediterrânicos e zonas húmidas com
vegetação ribeirinha bem estruturada , capturando principalmente borboletas
nocturnas. Abriga-se quase exclusivamente em grutas e minas de grandes e médias dimensões, não utilizando em geral edifícios . A paisagem circundante dos abrigos é
tipicamente mediterrânica, com matagais, montados e próximo de linhas de água.


Fenologia

Residente (Res)


Estado de Conservação

Criticamente em Perigo (CR)


Distribuição Geral

Distribui-se desde o Norte de África e Sul da Europa, através da Ásia Menor até à
Transcaucásia e Irão Ocidental. Na Europa está restrita a regiões de clima mediterrânico. Ocorre nas grutas e minas do Centro e Sul de Portugal mas parece estar ausente no Norte

Distribuição Geográfica

Referências

ICN, 2006.Plano Sectorial da Rede Natura 2000.

Macdonald, D. & Barret, P. (1993). Mamíferos de Portugal e Europa – Guia Fapas.

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

http://www.iucnredlist.org/

Relatório Nacional de Implementação da Directiva Habitats (ICNB, 2008)

Mário Carmo (Observações Pessoais)