Espécie

Platalea leucorodia (Linnaeus, 1758)

Nome Comum

Colhereiro

Sem imagem

Características

Esta espécie é grande com 80 a 90 cm de comprimento. Tem a plumagem branca e um bico muito característico preto, em forma de espátula, achatado na ponta. Na época de reprodução, os adultos possuem um penacho na nuca, uma mancha amarelada no peito e a ponta do bico amarela. As patas são compridas e escuras, e o pescoço alongado. Os juvenis apresentam as pontas das asas escuras.


Ecologia

Esta espécie é nidificante no nosso país, invernante e migradora de passagem. Os locais de invernada e de passagem são normalmente marinhos, encontrando-se con-
finados a estuários, lagoas, zonas costeiras baixas e abrigadas e, por vezes, barragens.
As colónias nidificantes estão presentes na orla costeira, estuários, rias, salinas, cursos
de água, pauis, açudes, com elevado grau de segurança face à perturbação e à predação. Nidifica uma vez por ano, iniciando as posturas em Fevereiro (paul do Boquilobo), variando as mesmas entre 2 e 6 ovos. A incubação dura entre 24 a 25 dias. A sua dieta é essencialmente constituida por insectos e suas larvas, pequenos peixes, moluscos, crustáceos, rãs, girinos, vermes, sanguessugas, répteis e alguma matéria vegetal.


Fenologia

MigRep/Vis


Estado de Conservação

VU&NT


Distribuição Geral

A área de distribuição desta espécie estende-se desde a Europa à China, Índia, Mar Vermelho e Norte de África. No Paleártico a distribuição é ampla mas fragmentada. Os locais de reprodução são pontuais, encontrando-se, de modo geral, situados na parte oriental. Também ocorre nos Açores, Chipre, Ilhas Féroe, Islândia, Ilhas Canárias, Ilhas de Cabo Verde, Madeira. Aves do NW e SW da Europa invernam essencialmente na África Ocidental; as do SE da Europa invernam no Mediterrâneo e no Norte de África, as do Leste da Europa e Turquia
movem-se para o Médio Oriente e Índia.
A sua área de distribuição em Portugal Continental estende-se, como invernante, desde a Ria de Aveiro até ao Algarve, sendo no entanto apenas a sul da bacia do Rio Tejo que se estabelece como nidificante. O Algarve tem alguns dos melhores locais de observação desta espécie. Durante a época de cria, a reserva de Castro Marim, onde podem ocorrer bandos de grande dimensão, e o Ludo são os melhores locais. Durante as passagens e o Inverno, para além dos locais antes mencionados, ocorre também na lagoa dos Salgados, na ria Formosa e, ocasionalmente, no estuário do Arade e na ria de Alvor.

Distribuição Geográfica

Referências

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.

Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.

Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.

ICN, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000.

http://www.iucnredlist.org/

http://avesdeportugal.info/