Espécie

Galerida theklae (Brehm, 1858)

Nome Comum

Cotovia-escura, Cotovia-montesina

Sem imagem

Características

Ave com aproximadamente 17 cm de comprimento. Muito parecida à cotovia-de-poupa mas com a crista menos evidente, bico mais pequeno e peito mais malhado, com as estrias peitorais mais grossas e marcadas. Quando em voo, pode observar-se a face inferior das asas acinzentada e não arruivada.


Ecologia

A Cotovia-escura frequenta habitats com elementos contrastantes em áreas rochosas de algum declive, tais como zonas de transição entre pousios, pastagens ou campos de cereal e manchas arbustivas. Habita charnecas abertas, de baixa e média altura, em terrenos áridos e semi-áridos com vegetação esparsa. Em zonas agrícolas ocupa exclusivamente pousios. Ocorre em terrenos onde existe uma proporção considerável de solo descoberto, e também em solos arenosos com pastos e formações dunares estáveis perto da costa. Em Portugal frequenta zonas de mato com clareiras, pousios com árvores e arbustos dispersos e mesmo montados de azinho pouco densos. Pouco comum em zonas muito abertas e ausente em zonas montanhosas, ocorrendo, no entanto, em altitudes ligeiramente mais elevadas do que G.cristata.Faz o ninho no solo em zonas abertas ou abrigados em matos. As suas posturas são compostas por 3 a 4 ovos, durando o período de incubação 12 dias. A espécie cria 2 ninhadas por ano. A sua dieta alimentar é constituída por insectos e sementes.


Fenologia

Residente (Res)


Estado de Conservação

Pouco Preocupante (LC)


Distribuição Geral

A Cotovia-escura encontra-se em latitudes médias-baixas, mas sobrepondo-se a zonas temperadas quentes e subtropicais, com populações fortemente fragmentadas nos trópicos do Nordeste de África.
A população distribui-se irregularmente por toda a Europa, sendo que os maiores efectivos se
encontram na Península Ibérica. Em Portugal Continental é particularmente abundante na Beira Interior e no leste alentejano. No Algarve pode ser observada no Baixo Guadiana, em Castro Marim, em Sagres e nas serras de Monchique e Caldeirão.

Distribuição Geográfica

Referências

Cabral, M.J.(coord.), Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand de Almeida, N.,Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queiroz, A.I., Rogado, L. & Santos‐Reis, M. 2005.Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. 2ª ed. Instituto da Conservaçãoda Natureza/ Assírio & Alvim. Lisboa. 660 pp.

Catry, P., Costa, H., Elias, G., Matias, R., (2010). Aves de Portugal. Ornitologia de território continental. Assírio & Alvim, Lisboa.

Costa, H., Juana, E., & Varela, J. (2011). Aves de Portugal incluindo os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Selvagens.

Gooders, J. (1994). Guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Círculo de Leitores.

ICNB. Plano Sectorial da Rede Natura 2000.

Assírio & Alvim (2008)- Atlas das aves nidificantes em Portugal.

Turismo do Algarve (2012). Guia de observação de aves no algarve.

http://www.iucnredlist.org/

http://avesdeportugal.info/